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Amor sem limites...

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Amor sem limites...

Não vivo do passado, não vivo de recordações, não vivo da história, vivo sim da vontade de querer fazer a história, no meu peito está guardado um grito há muito tempo, um grito de revolta que me faz estar ao teu lado ontem, hoje e amanhã. Guardo debaixo da camisa o amor que tenho pra te dar, os gritos de vitória que eu quero que me acompanhem todos os dias. O sangue quente que me corre nas veias, faz bater meu coração ao compasso dos gols e da música que enche o gramado da minha catedral. Declarar um simples amo-te é pouco, é o pouco que eu dou pelo muito que me dão e eu sei que ainda hão de me dar. Façam bater o meu coração cada vez mais, ao compasso de vitórias com garra, com determinação e com ambição. Dêem-me vida, façam com que no silêncio do estádio, apenas faça-se ouvir milhares de corações a bater, façam-me reinar como um leão, alcancem a eterna glória que irei bater palmas de pé. Construam paredes, subam degrau a degrau e o céu será por nós conquistado.Mesmo que caiam dez vezes, estarei cá para ajudar a levantar-te, para erguer um gigante que está adormecido há tempo demais. Vivam cada jogo como se fosse o último, e amem tanto como eu a camisa que vestirei eternamente, aquela que eu sei que nunca me faltará, aquela que eu sei que me faz viver.

Espero ainda festejar muitos títulos do único clube que me faz chorar, na alegria ou na tristeza, amo-te Portuguesa.


Associação Portuguesa de Desportos

"Vamos à luta, ó campeões, hão de vibrar os nossos corações, na tua glória toda certeza, que tú és grande, ó Portuguesa."



Marcos Sampaio

Fone: http://www.sanguerubroverde.blogspot.com

Campeonato Brasileiro

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Campeonato Brasileiro Desde 1971 a Portuguesa disputa o Campeonato Brasileiro, torneio criado pela então CBD, antecessora da CBF, e que ao longo de sua história foi marcado pela desorganização e polêmicas decisões de bastidores, o popular "tapetão".

Seguindo a máxima "Onde a Arena vai mal, mais um clube no Nacional. E onde a Arena vai bem, mais um clube também", a edição de 1979 atingiu o número recorde de 94 clubes participantes, o que levou equipes de São Paulo, entre elas a Portuguesa, a boicotarem a competição. Em 1987, foi criado o Clube dos 13, formado por equipes insatisfeitas com a organização da competição. A Portuguesa, que não foi convidada a participar do Clube dos 13, disputou o chamado Módulo Amarelo, organizado pela CBF e que acabou definindo os representantes do Brasil na Libertadores da América (Sport e Guarani).

Equipe  vice-campeã de 1996 (Fonte: Lancenet)A melhor participação da Portuguesa foi em 1996. Naquele ano, a Portuguesa classificou-se em 8º lugar na primeira fase, o que lhe deu o direito de disputar a segunda fase contra o Cruzeiro, dono da melhor campanha até aquele momento. Após a eliminação do Cruzeiro, a Portuguesa eliminou o Atlético-MG na semifinal e só não conquistou o título por causa do gol sofrido na última partida da final contra o Grêmio, aos 39 minutos do segundo tempo.

O menu abaixo apresenta informações detalhadas de algumas participações da Portuguesa no Campeonato Brasileiro.



Marcos Sampaio

Enéas de Camargo

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Enéas de Camargo


Se estivesse vivo, Enéas de Camargo teria comemorado na quinta-feira, dia 18 de março, 56 anos de idade.

Considerado por muitos o melhor jogador da Portuguesa de todos os tempos, Enéas, que muitas vezes foi comparado a Pelé, atuou no time profissional da Lusa entre 1971 e 1980.

Mas a história dele na Portuguesa teve início no meio dos anos 60, quando ele começou a jogar pelo futsal infantil do time do Canindé. E foi justamente nas quadras que ele adquiriu o toque de bola rápido, a impulsão perfeita rumo ao gol e a confiança, que marcaram suas lindas jogadas ao longo do tempo.

No início da década de 70, Enéas quase abandonou a bola, quando ficou afastado por um ano por ter encontrado um emprego de office-boy! Sorte dos amantes do futebol que Nena, o então técnico de juniores da Lusa, convenceu o craque a voltar a vestir a camisa rubro-verde.

Foi Oto Glória, porém, que deu a Enéas a grande oportunidade de sua carreira. O treinador estabeleceu seu posicionamento definitivo em campo, ao colocá-lo na posição de Basílio, que foi deslocado para o meio-campo

"Quando vi Enéas treinando na Portuguesa, eu tive certeza de que era um craque. Com o recuo de Basílio, ganhei um grande meia-armador e um ponta-de-lança sensacional", explicou Glória à época.

Pela Portuguesa, Enéas conquistou o Campeonato Paulista de 1973 e o vice de 1975.
As boas atuações com o manto luso fizeram com que o jogador fosse convocado para a Seleção Brasileira duas vezes.

A primeira foi em 1974. Na ocasião, ele chegou a fazer os preparativos e os treinos para a Copa da Alemanha, mas acabou sendo cortado.

Em 1976, ele voltou a vestir a amarelinha e marcou o gol do empate por 1 X 1, entre Brasil X Paraguai. No mesmo ano, Enéas jogou pela última vez na Seleção Brasileira. Foi na vitória por 2 X 1 sobre o Uruguai.

De acordo com Luciano Ubirajara Nassar, autor do livro "Rei Enéas, um Gênio Esquecido, Enéas não disputou nenhuma Copa do Mundo pois ele fora um atleta perseguido e tinha uma injusta fama de dorminhoco.

"A fama de dorminhoco de Enéas foi arquitetada e preparada em muitas situações pela grande maioria de nossa mídia colonizada e prepotente para afastá-lo da conquista do mundo e da Seleção Brasileira".

Rei Enéas fez nada mais, nada menos do que 179 gols com a camisa da Lusa, em 376 jogos. Uma média de quase um gol a cada duas partidas. Ah, se todo dorminhoco fosse assim....

Em 1980, pouco antes da final do primeiro turno do Campeonato Paulista entre Lusa e Santos, Enéas foi para a Itália, contratado pelo Bologna. Ficou um curto tempo por lá e voltou ao Brasil, para defender o Palmeiras.

O jogador nunca mais foi o mesmo. Depois de quatro anos no Parque Antártica, foi para o XV de Piracicaba. Passou ainda por Juventude, Atlético Goianiense, Desportiva Ferroviária e Operário de Ponta Grossa, antes de encerrar a carreira no Central Brasileira de Cotia.

Em 22 de agosto de 1988, o jogador sofreu um grave acidente de carro na Avenida Cruzeiro do Sul. Após quatro meses internado, morreu em 27 de dezembro, aos 34 anos. É tão estranho, os bons morrem jovens....

O fato é que a história de Enéas é indissociável da história da nossa Portuguesa.

Enéas estará para sempre no coração da torcida da Portuguesa.

Depois de Enéas, nenhum outro jogador da Lusa foi tão completo, querido e idolatrado no Canindé.